Ricardo Rangel Oficial das Artes e Letras

A Residência de França tornou-se pequena para acolher os familiares, amigos e jornalistas que testemunharam a condecoração de Ricardo Rangel como Oficial das Artes e Letras, insígnia atribuída pela Ministra da Cultura e da comunicação Sra Christine Albanel. O brilhante fotógrafo esteve acompanhado de sua esposa, Sra Beatriz, sua sobrinha, netos e do seu médico.
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- Ricardo Rangel foto-jornalista que contribuiu para a denúncia da discriminação durante a época colonial através da imagem em Moçambique é sem dúvida a referência da fotografia no seu País e além fronteiras.
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- Uma cerimónia repleta de emoção por parte dos convidados e do próprio Ricardo Rangel por ter recebido esta distinção num dia em que lhe foi colocada a prótese.
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- O ilustre foto-jornalista retribuiu as palavras proferidas pelo Embaixador mencionando a importância da França na promoção e valorização da cultura e relembrou aos participantes que o seu primeiro livro “iluminando vidas” foi editado em França.
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- Oportunidade ímpar para agradecer aos seus amigos pelo apoio prestado durante os momentos difíceis passados por Rangel, o próprio fez questão de mostrar aos presentes que já poderia permanecer em pé e caminhar.
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- Entre os amigos de Ricardo Rangel presentes na cerimónia estiveram: o ilustre pintor moçambicano Malangatana Ngwenha, os Embaixadores do Brasil e da Itália, o Presidente do Município de Maputo, o Director do Centro de Estudos Brasileiros, o poeta Calane da Silva, os jornalistas Fernando Lima, Machado da Graça, Kok Nam director do semanário Savana, o arquitecto José Forjaz, o vereador para a saúde João Schwalbach, o ex-ministro da justiça Aly Dauto, o director do Centro cultural Franco-Moçambicano, o Chefe da Cooperação francesa, entre outros. O seu grande amigo, o escritor Mia Couto, que se fez representar pelo seu filho, surpreendeu-lhe alguns minutos após a condecoração com um telefonema do Brasil.
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- Inúmeras foram as razões que fizeram de Ricardo Rangel o primeiro moçambicano Oficial das Artes e Letras. Podemos citar algumas: relação estreita com a França na área da cultura, empenho e profissionalismo na formação de fotógrafos moçambicanos, co-fundador da revista Tempo, primeiro jornalista não branco admitido no quotidiano Noticias.
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- Numa atmosfera ao gosto do condecorado, a residência de França brindou-o com uma exibição de diapositivos das fotos preferidas de Ricardo Rangel ao som dos seus favoritos do Jazz.
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Dernière modification : 02/02/2010

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