Entrevista com o desenhador de Jóias o artista francês, Jean-Pierre Moreira [fr]

Muito obrigada Jean-Pierre por nos conceder uns minutos do seu tempo para contribuir com a sua arte, o seu saber fazer, para o nosso boletim informativo “Palavra Franca”.

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Heritage
@Joïa

Gostaria de saber em primeiro lugar como nasce a Joïa?

A Joïa é uma mistura de sentimentos cuja origem vem do latim da palavra felicidade e alegria. Quando se oferece uma jóia, oferece-se alegria. A empresa que foi criada em 1998 por mim.
Fiz formação em joalheria e gemologia, após a conclusão trabalhei para uma empresa onde pude aperfeiçoar a minha arte e depois decidi criar a “Joïa” em 1998. O arranque da empresa foi inicialmente sozinho e pouco a pouco foi-se tornando uma empresa familiar, juntou-se o meu irmão, depois a minha irmã.
No princípio éramos muito conhecidos pelas nossas criações, pelo nosso sentido estético e pelo conhecimento do equilíbrio das jóias e em trabalhar novas matérias e tivemos bastante sucesso em França o que fez com que a empresa crescesse chegando até aos 56 colaboradores no ano passado.

Todo este percurso não passou despercebido pelas grandes marcas internacionais. Há alguns anos começamos a colaborar com algumas marcas francesas, como sabe a França é muito conhecida pela joalharia, e grandes grupos de luxo são detentores das grandes marcas como Cartier, Vancleef & Arpels, Chaumet, Boucheron, Piaget. Devido ao grande sucesso da “JOIA” uma parte do nosso atelier (o instrumento de fabrico de jóias) foi vendido ao grupo Richmont.

Vista esta apresentação, onde foi que aprendeu tudo isto?

sempre tive uma grande atracção pelo desenho e fui aperfeiçoando, com a formação que tive e com o gosto e prática.
Então qual é a sua parte no trabalho, o metal? As pedras? O desenho? Ou tudo?
O Joalheiro é um pouco o arquitecto das jóias, porque há várias pessoas que intervêm na fabricação e uma jóia, temos o arquitecto que faz o esqueleto, pois é ele que coordena todas as outras pessoas com quem trabalham no projecto de uma jóia , o gravador, o polidor, ou seja, várias profissões que intervêm no produto final.

E que pedras utiliza?

No inicio trabalhei muito com as pedras preciosas, diamantes rubis, safira e esmeralda, a agora trabalho também muito com pedras semipreciosas, a ametista, turmalina, citrina, aquamarine, mas estou com interesse para num futuro e vou trabalhar muito com as pedras duras como ágata Lapis Lazuli, que dão uma paleta de cores bastante interessantes e pode se fazer jóias com volumes e preços diferentes. O mercado actual tende a oferecer jóias que se podem usar no dia-a-dia e não jóias excepcionais.

Porque escolheu implantar-se em Moçambique?

O meu interesse deu inicio quando comecei a visitar Madagáscar, a determinada altura devido a posição geográfica, Moçambique atraiu a minha atenção pelo facto de trabalhar já há alguns anos com matéria-prima deste pais. Falo em termos de qualidade e design de jóias, queremos dar a oportunidade aos Moçambicanos de formação na área e que tenham a possibilidade de adquirirem as jóias localmente porque para além da venda terá a possibilidade de ter assistência sem precisar de viajar. Uma compra efectuada fora de Moçambique terá que ter manutenção, com a nossa existência essa precaução deixa de existir, e damos início à exploração do mercado de luxo em Moçambique.

Em termos de recursos as pedras de Moçambique e Madagáscar têm algumas semelhanças?

Estas pedras têm semelhanças sim, regiões da Africa do leste são muito ricas em pedras, fazem parte das três bacias de minerais que podemos encontrar no mundo.
Mais uma vez muito obrigada Senhor Jean-Pierre pela sua disponibilidade, votos de sucessos no seu projecto.

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Pluie perlée
@Joïa

Dernière modification : 22/05/2018

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