Abertura da 76a edição da FEira do Livro da Minerva

Sua Excelência Senhor Primeiro Ministro,
Senhoras e Senhores,
Caros convidados,

É uma honra para mim estar entre vós esta noite para a celebração do 76º (septuagésima sexta) feira da livraria MINERVA, velha instituição de 103 anos que viu desfilar diante dos seus olhos a história de Moçambique, e referência no domínio do livro.

O livro, com efeito, é um companheiro de todos os dias, o da curiosidade na aprendizagem da leitura, o das primeiras emoções da adolescência, o do compêndio de cabeceira que precipita os sonhos futuros. É o companheiro dos dias de alegria quando se lêem páginas que lhe falam, é o companheiro dos dias de sofrimento quando ele lhe mostra que tudo é um eterno recomeço, é também um companheiro de vida quando ele alimenta de saberes a sua memória. Nisso, o livro possui uma inefável nobreza que lhe fala quando toca o grão do seu papel ou quando fecha a última página de uma obra como se estivesse a completar de certa forma uma vida.
A mim mesmo, o livro instruiu-me quando jovem estudante, guiou-me na minha vida profissional e ele acompanha-me na aprendizagem dos lugares que atravesso. É dizer o quanto este nobre objecto constitui um elo entre as gerações, permitindo a transmissão do conhecimento, desenvolvendo o espírito pelos seus jogos de palavras e, definitivamente, destacando o que nos distingue do animal: o pensamento humano.
Não me estenderei mais sobre o poder dos livros de tão fácil que tornar-me lírico ao falar deste companheiro.

Estamos reunidos hoje para celebrar o aniversário desta velha instituição que é a Livraria Minerva e regozijo-me em ver nesta comemoração, tanto gente das letras mas também amigos dos livros. Mas as celebrações têm por vezes este gosto amargo de qualquer coisa que termina, que chega ao fim, que pára. Congratulo-me também em ver que isso não tem nada a ver com a Livraria Minerva, que, pelo contrário, este encontro não é senão a expressão de uma nova etapa que vai ser construída, uma nova história que vai começar, uma nova página que se vai abrir. Com efeito, graças à parceria entre as duas entidades que são a Livraria Minerva e o Centro Cultural Franco-Moçambicano, iremos assistir, antes do fim do ano de 2011, ao nascimento de uma Livraria Minerva de língua francesa no seio do Franco.
Este recém-nascido permitirá o acesso tanto aos estudantes moçambicanos que aprendem o francês assim como a todos os apaixonados da literatura francófona a livros em francês, quer se trate de livros de autores francófonos ou de obras traduzidas em francês. Este novo instrumento de difusão do francês virá também completar o dispositivo de aprendizagem do francês e dará ao Centro Cultural Franco Moçambicano uma nova vitrine para satisfazer locutores francófonos.

Senhor Primeiro Ministro,

Ao mesmo tempo que desejo longa vida à Livraria Minerva , formulo o voto de que esta nova etapa cultural que representa a abertura de uma livraria em língua francesa no Centro Cultural Franco-Moçambicano tenha pleno sucesso.
Ela demonstra a vitalidade da cooperação entre a França e Moçambique e atesta da vontade de ambas partes em desenvolvêr-lar, facto do qual só me posso congratular.

Obrigado./.

Dernière modification : 19/04/2011

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