« A água e o Homem em África » Ciclo de Conferências II. A ÁGUA E A CIDADE: “ACESSO À ÁGUA, ACESSO À CIDADE”

« A água e o Homem em África »
- Ciclo de Conferências


- 
- II. A ÁGUA E A CIDADE: “ACESSO À ÁGUA, ACESSO À CIDADE”
- 
- Quinta-Feira 14 de Outubro de 2010 as 18h

- 
- Num contexto de urbanização rápida, a questão do acesso aos serviços urbanos de base e do financiamento das infra-estruturas provoca debates acesos. O acesso à água potável e ao saneamento em zonas urbanas é para muitos sinónimo de instalação e de extensão de redes. No entanto, a natureza do crescimento nas cidades do Sul não permite contemplar a extensão da rede como a única e melhor solução. As políticas de acesso nas cidades do Sul hoje promovem uma diversificação da oferta em serviços, em função dos rendimentos e dos constrangimentos físicos dos bairros.
- Em Maputo/Matola, o desafio é o mesmo: como melhorar o acesso à água na cidade e particularmente nos bairros periféricos em franca expansão? Qual a solução complementar para o operador da rede? Como chegar aos mais pobres? A experiência específica dos POPs.
- 
- 
- INTRODUÇÃO
- 
- SESSÃO 1: Urbanização galopante e evolução dos modelos para a gestão dos serviços de água (15 Mn)
- Peter Hawkins, WSP, Maputo
- Caracterizada por longos períodos de sub-investimento, o desenvolvimento das infra-estruturas permanece hoje inacabado em inúmeras cidades dos países em desenvolvimento. Por conseguinte, em paralelo a grandes redes de água e de energia, uma multiplicidade de pequenos sistemas alternativos de serviços desenvolveram-se em resposta à procuras específicas. Essas experiências não significam o fim das grandes redes mas o desenvolvimento de uma nova oferta.
- 
- 
- 1- Modelo convencional do sistema técnico centralizado: rede concessionada a um operador público ou privado. Balanço dos anos 80-90
- 2- Expansão da oferta não convencional
- 3- Desafios da integração Vs. oferta mais ampla
- 
- SESSÃO 2: Aspectos institucionais e desafios do fornecimento do serviço de água na cidade (20 Mn)
- Nelson Beete, PCA FIPAG
- Se a constatação da diversidade das situações é largamente partilhada, as soluções a serem implementadas para o desenvolvimento de serviços de água mais adaptados ainda não estão traçados. Levantar esse desafio exige repensar o conjunto de regras que organizam e enquadram os serviços: que perímetros de serviço? Que actores, que normas e que instrumentos de regulação? O verdadeiro desafio é todavia o de pensar a coexistência do conjunto das redes de fornecimento de serviços, formais e informais e regular/gerir as suas interacções.
- 
- O caso de Moçambique e mais particularmente o de Maputo.
— A rede de Maputo, os seus resultados, a sua evolução
— O desenvolvimento da oferta alternativa (POPs e outras alternativas privadas)
- 
— O MWSP projecto de desenvolvimento dos serviços de água em Maputo: uma resposta aos desafios da urbanização galopante?
— A integração das iniciativas privadas num âmbito institucional, que futuro para o serviço de águas em Maputo?
- 
- SESSÃO 3: Água e cidade - construir um serviço público de água potável com empreendedores privados locais (20 Mn)
- Sra. Emilina Berta José, Vereadora de Águas, Cidade de Matola
- A integração dos POPs na gestão da água: o caso da Matola.
— A situação na Cidade da Matola
— Proveniência da decisão de integrar os POPs na política de água da cidade da Matola
— perspectivas.
- 
- 
- Perguntas para debate:
— Como organizar/garantir o serviço de água nas zonas de expansão parceladas mas não cobertas pelo operador formal?
— Evolução do acesso dos mais desfavorecidos, quais são os requisitos?
— Cidade: é mais fácil gerir os POPs que um operador de rede tipo ADeM ?
- 
- 

Dernière modification : 11/10/2010

Haut de page